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Baralho educacional traz informações sobre animais da fauna e da flora para moradores do Amazonas

Projetos é “Plantando Saberes & Colhendo Florestas”, realizado pela FAS, resultou na elaboração de todo educativo e guia de espécies-bandeira das comunidades na RDS Uatumã, no Amazonas

Projetos da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), em parceria com diferentes parceiros tem gerado resultados significativos da união entre saberes científicos e tradicionais. Um desses projetos é o “Plantando Saberes & Colhendo Florestas”, em parceria com a rede varejista Americanas, desenvolvido junto aos moradores de Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS).

O resultado do trabalho de educação ambiental, com a participação de crianças e adolescentes de comunidades ribeirinhas, é um baralho educativo e um guia de espécies-bandeira que estão localizadas em comunidades na RDS Uatumã, no município de Itapiranga (distante a 339 quilômetros de Manaus).

O baralho foi elaborado a partir de atividades que ocorreram em 2023, no âmbito do eixo “Trilhando Espécies”, com a participação diretas com membros da comunidade, incluindo crianças, jovens e adultos.

O objetivo era identificar as espécies de animais e vegetais predominantes em seus territórios, sensibilizar sobre a relevância de cada uma para o ecossistema e determinar quais seriam as espécies-símbolo, geralmente chamadas de espécies-bandeira. Esse termo indica espécies de seres vivos cuja conservação é prioritária e pode servir de símbolo para causas ambientais maiores, como a proteção de um ecossistema inteiro.

Esse e outros produtos educacionais foram apresentados durante o seminário de biodiversidade, na comunidade Tumbira, localizada no município de Iranduba, no mês de maio, que reuniu 148 comunitários envolvidos nas atividades de Educação Ambiental. Os materiais estão disponíveis no site da FAS (baralho e guia de espécies).

Ernesto Ferreira de Souza, da comunidade São Francisco do Caribi, no município de Itapiranga, afirma que por meio das oficinas teve a oportunidade de conhecer sobre espécies e animais que ele vê no dia a dia, mas que não sabiam a importância.

“Essa parceria é muito importante para ter conhecimento da fauna e flora. Como morador da RDS, eu fico satisfeito em ver as crianças com um conhecimento mais avançado em conhecer a floresta e aproveitar o que a gente tem. [No projeto] eu fui convidado para falar sobre o meu conhecimento sobre uma árvore, e eu falei do cipó língua-de-fogo. Ele é um cipó que é armazenador de água. Se alguém se perder na floresta e encontrar um cipó, consegue tomar água. Por meio dessas oficinas, eu descobri que conheço um pouco da ciência”, declara.    

A proposta do baralho é promover uma forma didática de incentivar a conservação das espécies de fauna e flora e a importância das mesmas para a manutenção da floresta em pé, conforme explica a supervisora de Educação Ambiental, Iarima Lopes.

Ao todo, as espécies destacadas foram: Tucunaré-açu; Tracajá; Peixe-boi; Arara Canindé; Anta; Onça-pintada; Tartaruga da Amazônia; Jacaré-açu; Mutum; e Sucuriju. Já as espécies de flora foram: Copaíba; Castanheira; Pau-rosa; Itaúba; Breu-branco; Breu; Andiroba; Pau d’arco; Louro-rosa e Tucumã.

As oficinas reuniram participantes da RDS do Uatumã, com duração total de quatro dias. Durante a ação, foram identificadas 20 espécies, incluindo 10 animais e 10 plantas.

Créditos: Lucas Bonny

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