População de Manacapuru defende união entre lideranças políticas para consolidar candidatura de Angelus Figueira

Empresário e especialista em biogenética, Angelus Figueira, que já comandou o município por cinco vezes, reúne em torno dele lideranças de trabalhadores e políticos de várias matizes ideológicas

Os moradores do bairro da Liberdade, o maior em densidade populacional do município de Manacapuru, vivenciaram uma experiencia única na noite desta terça-feira (4/8). Uma reunião organizada pela associação de moradores com o ex-prefeito da cidade, Angelus Figueira, para tratar sobre demandas do bairro atraiu dezenas de lideranças de trabalhadores, pescadores, mototaxistas, professores, técnicos de enfermagem, agricultores, médicos, todos ávidos por relatar situações de abandono, descasos e desmandos praticados pela atual gestão do município e, principalmente, empenhados em convencer Figueira a entrar na disputa pelo comando da prefeitura da cidade.


“Essa é uma manifestação espontânea. É um grito pela nossa libertação, porque todos acreditamos que o Angelus pode resgatar a nossa dignidade. Ele é o experiente que vai fazer as coisas novas que precisamos”, disse o presidente da Associação de Moradores do bairro Liberdade, Acy da Silva Lima ,ao recepcionar Angelus Figueira, que chegou ao local acompanhado por centenas de pessoas, a maioria lideranças de trabalhadores de diversos segmentos: médicos, agricultores, pedreiros, pescadores, professores, enfermeiros, mototaxistas, entre outros.
Surpreso com a multidão que lotou a sede da associação e provocou uma grande aglomeração, o presidente Acy da Silva Lima teve trabalho para conter as lideranças que queriam a todo custo dar seu recado ao ex-prefeito Angelus Figueira.
O líder do bairro Liberdade relatou inúmeros problemas de infraestrutura enfrentados pelos mais de 17 mil moradores da comunidade. Da buraqueira a falta de coleta de lixo, passando pela falta de emprego e pelo “calote” que, segundo ele, foi aplicado pelo atual prefeito, que recolheu milhões com a taxa de inscrição do concurso público, não realizou o certame e ficou o dinheiro dos candidatos.
Os pescadores reclamaram de não terem para quem vender o jaraqui, que foi abundante este ano, mas se estragou porque não teve para quem vender. “O prefeito viu a nossa situação e não comprou a produção para distribuir, mesmos sabendo que muita gente ficou sem ter o que comer, por conta da pandemia”, afirmou Valéria da Colônia de Pescadores.
Lideranças dos agricultores, lamentaram por não terem juta ou malva para vender, porque não receberam sementes para cultivar. Os professores, denunciaram o corte do auxílio de deslocamento, benefício pago aos professores que vivem na cidade e trabalham na zona rural.
Médicos e enfermeiros, denunciaram a falta de equipamentos e medicamentos para tratar os pacientes, além da falta de EPIs, apesar da grande soma de dinheiro repassada pelo governo federal e estadual. O município que registrou o maior número de casos per capita do Covid (proporcionalmente) no mundo, não comprou respirador.


Pedreiros e mestres de obras, alguns que trabalharam na construção de grandes obras nas gestões de Angelus Figueira, como por exemplo, o parque do Ingá, palco do tradicional Festival de Ciranda, construído em 1998. Segundo disseram, a mão de obra deles, quando há obras na cidade, é substituída por trabalhadores vindos de outros municípios.
Entre uma denúncia e outra, os trabalhadores apelavam a Angelus Figueira para que ele seja candidato, mais uma vez, à prefeitura e volte a comandar a cidade.
Políticos da cidade, alguns com mandato, e também ex-prefeitos, como Jaziel Nunes de Alencar, mais conhecido por Tororó, e Edson Bessa, participaram da reunião e foram convocados pela população a marchar com Angelus Figueira. “Temos certeza que todos os políticos comprometidos em ajudar a resgatar a dignidade do nosso povo, estará apoiando o Angelus”, assegurou Acy da Silva Lima.
Aparentemente surpreso com a multidão presente à reunião, segundo ele, marcada apenas “trocar uma ideia com alguns amigos”, Angelus tentou evitar que reunião acabasse ganhando contornos eleitorais. Decidiu se pronunciar antes mesmo que todas lideranças fizessem uso da palavra. Agradeceu a calorosa recepção, se solidarizou com as famílias enlutadas pela Covid-19, se disse revoltado com todas as denúncias que chegaram até ele, “pela falta de humanidade” com que a população vem sendo tratada pelo chefe do Executivo e “solidário com o sofrimento de todos.


Não disse se vai se candidatar à prefeitura, como todos esperavam ouvir, mas se comprometeu ajudar a encontrar uma saída para a grave crise humanitária e administrativa enfrentadas pelas famílias de Manacapuru.
Edson Bessa e Tororó, que já caminham com Angelus em diversos momentos da história política de Manacapuru, disseram compartilhar do mesmo entendimento da população que vê no ex-prefeito o nome ideal para resgatar a dignidade do povo e recolocar a cidade no caminho do desenvolvimento. “Ele é o experiente que vai fazer as coisas novas que precisamos”, disse Edson Bessa, repetindo a frase dita pelo líder comunitário do bairro Liberdade.

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