Aryel Almeida avança pelo interior e assume pauta das mulheres amazônidas
Médica e mãe, pré-candidata percorre o Sul do Amazonas, propõe maternidades e se conecta à realidade de trabalhadoras, donas de casa e mães da região
A realidade das mulheres do interior do Amazonas — marcada pela dupla jornada, pelo trabalho invisível e pela dificuldade de acesso a serviços básicos — passou a ocupar o centro do discurso da pré-candidata a deputada federal Aryel Almeida (Avante). Em agenda pelo Sul do estado, ela reforçou uma atuação política baseada na identificação direta com esse cotidiano.
Durante passagem por Lábrea, Aryel se reuniu com mães, donas de casa, pescadoras e agricultoras, ouvindo relatos que expõem um cenário ainda distante do acesso pleno à saúde, especialmente para mulheres em período de gestação.
Saúde materna
Entre as propostas defendidas, está a construção de maternidades em municípios-polo do interior, com o objetivo de garantir atendimento adequado às gestantes e reduzir riscos durante a gravidez e o parto.
“Pelo que eu vi nas cidades, a saúde continua a mesma coisa. Mulheres grávidas sendo atendidas em hospitais de emergência, disputando espaço com casos graves. A gravidez já é um momento de vulnerabilidade. Precisamos de maternidades para dar segurança para mãe e filho”, afirmou.
A proposta dialoga com uma realidade recorrente no interior, onde a ausência de estrutura obriga mulheres a enfrentar longos deslocamentos ou situações de atendimento precário.

Dupla jornada
Médica e mãe de uma criança de dois anos, Aryel aproxima seu discurso da vivência de milhares de mulheres que sustentam suas famílias enquanto acumulam responsabilidades dentro e fora de casa.
“Nós trabalhamos na rua e dentro de casa. Cuidamos dos filhos, da família e dos afazeres. Muitas vezes deixamos nossa representatividade de lado. Quero lutar para que as mulheres do Amazonas tenham voz”, destacou.
A estratégia reforça uma construção política baseada na representatividade real — especialmente entre mulheres trabalhadoras do interior.
Interior real
A agenda incluiu passagem por Humaitá, Apuí, Manicoré (Matupi) e Lábrea, com deslocamentos pelas BR-319 e BR-230. Ao longo do percurso, as demandas da população reforçaram um cenário de abandono estrutural.
Estradas precárias, vicinais intransitáveis e dificuldade de acesso a serviços básicos impactam diretamente a qualidade de vida e o acesso à saúde.
“Estamos falando de coisas básicas: estrada, iluminação, escola funcionando. Em Apuí, são mais de 3 mil quilômetros de vicinais esquecidas. Sem estrada, não tem saúde, não tem educação. A pessoa não consegue nem chegar à cidade”, criticou.
Voz feminina
Ao sinalizar que deixará a liderança da Juventude do Avante, Aryel Almeida afirma que pretende ampliar sua atuação na pauta feminina, mirando um espaço ainda limitado na política.
“Somos maioria da população, mas ainda somos minoria na política. O olhar da mulher faz diferença. Quero lutar para que essa voz esteja onde as decisões são tomadas”, afirmou.


