SORORIDADE MULHERES! O BRASIL PRECISA DE NÓS!

Somos sabedores de que a mulher, desde os primórdios, foi e continua sendo rotulada como a parte fraca da pessoa humana, a que cuida da casa, a que tem de fazer a comida, lavar a roupa, enfim, quem responde pelos afazeres domésticos.

Hoje já não mais, porém até pouco tempo, só havia mulher para exercer os serviços domésticos. No entanto, mesmo a profissão deixando, pouco a pouco, de ser uma tarefa exclusivamente feminina, abrindo espaço para o homem ser doméstico, dono do lar, cozinheiro, etc., a própria mulher que recruta, ainda prefere a outra para executar as chamadas atividades do lar.

Por outro lado, mesmo que haja um movimento ainda muito acanhado, as mulheres buscam adentrar no mercado de trabalho, a conquistar uma carreira executiva, a ser uma representante do povo por meio do voto, enfim, a mulher vem aos poucos trazendo a mensagem de que ela também pode ser forte e executar as atividades consideradas do mundo machista. De alguns anos para cá, houve uma importante conquista no mercado de trabalho para as engenheiras, médicas, auxiliares de pedreiros, motoristas de UBER, frentistas, motoristas de ônibus e caminhão, delegadas, juízas, atletas de alto nível, desembargadoras, ministras, até Presidente da República. Todavia, ainda persiste a enorme desigualdade salarial entre mulheres e homens que exercem a mesma profissão. Não obstante seja postulado em lei o resguardo à igualdade entre gêneros, a inércia social concernente a esse tema é frustrante. Existem as exceções, mas a regra é clara!

Ainda nessa esteira, é perceptível que na política, a mulher pouco conquistou. O Brasil tem nas mulheres, 52,6% do eleitorado, porém o país registra menos parlamentares mulheres que o Senegal, a Etiópia e o Equador.  Esse cenário tem como reflexo as barbáries cometidas por marginais machistas que violentam as “suas” mulheres, cotidianamente, colocando o país em posição de destaque no Oscar da barbárie. É claro que grande parte desses episódios ocorre em famílias de classe baixa socialmente, mas existem fatos marcantes e recorrentes, os quais têm como protagonistas profissionais liberais e executivos de alto nível que enxergam a mulher como seu bem e se acham “donos” dela.    

Não temos dúvidas de que a falta de SORORIDADE entre as mulheres, ou seja, a falta de irmandade, solidariedade, união, empatia, companheirismo, atrelada a pífia participação feminina em posições legiferantes e executivas na sociedade brasileira, permitem que os homens definam normas e regras com base no achismo, em assuntos que são peculiares ao universo da mulher.             

Durante os meus 50 e poucos anos, ouvi sempre alguém dizer que a mulher desperta o preconceito para com a outra. Que a mulher é rival da outra. Que a mulher se arruma para a outra. Enfim, que a mulher não confia na outra. E não é que olhando pela ótica da política, a gente acaba acreditando? Pois é, mulheres. Precisamos fortalecer a nossa classe e nos mostrar mais assíduas no processo político nacional. Há uma necessidade emergencial para que a classe feminina se organize politicamente e crie no país mudanças significativas proporcionando uma sociedade mais justa e fiel aos nossos pressupostos magnos de igualdade. A responsabilidade está nas mãos de cada mulher brasileira, que agora deve ter consciência de ser a protagonista de sua história.

Viva as MULHERES do Brasil!


Oreni Braga
Ex-Secretária de Turismo do Estado do Amazonas
Presidente do Instituto de Ecoturismo e Desenvolvimento
Sustentável da Amazônia – IEDAM

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