Amazonas registrou terceira taxa mais alta de desemprego do País em agosto, diz IBGE

No total, 265 mil pessoas em idade de trabalho estavam desempregadas em julho e 668 mil pessoas na informalidade

REDAÇÃO – Com uma taxa de desocupação atingindo a marca de 17,9% em agosto, o Amazonas alcançou a terceira maior do País nesse quesito, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD COVID 19) do IBGE, divulgada ontem. No total, 265 mil pessoas em idade de trabalhar estavam desocupadas no Amazonas, em julho, o equivalente a 50,8% da população do Amazonas.

A PNAD Covid revelou ainda que, das 1,31 milhão de pessoas com alguma atividade laboral em agosto, no Amazonas, 668 mil pessoas estavam ocupadas na informalidade, superando os meses de maio (641 mil pessoas ocupadas) e julho (652 mil pessoas ocupadas). Os números demonstram que mais da metade das pessoas ocupadas (50,4%), estavam na informalidade, no Estado.

Os estados com as maiores taxas de desocupação, além do Amazonas, são: Maranhão (18,1%), Bahia (18,1%) e Amapá (17,3%). As menores taxas foram as de Santa Catarina (8,2%), Rondônia (9,0%) e Rio Grande do Sul (9,9%).

A taxa de desocupação do Estado cresceu 0,9% em relação a julho, e 5% em relação a maio. E há tendência do aumento desse número, aponta o IBGE. Entre maio e agosto, houve aumento de 107 mil pessoas a mais, que procuravam, mas não tinham emprego.

Com uma população estimada em cerca de 4 milhões de pessoas, desse total da população residente, 2,99 milhões tinham 14 anos ou mais de idade, ou seja, estavam em idade de trabalhar. A população na força de trabalho era de 1,6 milhão. Entre esses, 1,31 milhão eram pessoas ocupadas e 286 mil, desocupadas. A população fora da força de trabalho ficou estimada em 1,39 milhão.

Outro indicador da pesquisa apontou que o número de pessoas que estavam na força de trabalho e as não ocupadas que não procuraram trabalho, mas gostariam de trabalhar foi de 2,28 milhões. A razão da não procura por trabalho foi tanto a pandemia quanto a falta de trabalho na localidade.

Pessoas ocupadas

Do total de 1,3 milhão de pessoas ocupadas em agosto deste ano, 474 mil (36,0%) eram pessoas que trabalhavam por conta própria, 319 mil (24,3%) pessoas ocupadas no setor privado e com carteira assinada e 147 mil (11,2%) eram militares e servidores estatutários.

Em relação ao trabalhador doméstico, a maioria desses, 42 mil pessoas, era de trabalhadores sem carteira assinada. Em agosto, 116 mil pessoas estavam ocupadas como empregados no setor privado sem carteira assinada e 104 mil pessoas estavam ocupadas como trabalhador familiar auxiliar.

Entre os ocupados que estavam afastados do trabalho, 116 mil pessoas, aproximadamente, 44 mil pessoas, deixaram de receber remuneração do trabalho e 72 mil pessoas continuaram a receber a remuneração ou já eram não remunerados.

Com 1,31 milhão de pessoas em atividades em agosto no Amazonas, dessas, 269 mil pessoas estavam ocupadas na Administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, 197 mil pessoas ocupadas Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, 191 mil pessoas ocupadas no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas e 124 mil pessoas na indústria geral; sendo que desses, 106 mil pessoas na indústria de transformação.

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