#SOUMANAUS PASSO A PAÇODESTAQUE

Sou Manaus reúne 560 mil e mira expansão nacional em 2027

Festival movimentou R$ 165 milhões, gerou mais de 18 mil postos de trabalho e já atrai interesse de marcas nacionais

O “#SouManaus Passo a Paço 2026” encerrou a etapa dos grandes shows com 560 mil pessoas acumuladas nos quatro primeiros dias de programação e um impacto estimado em R$ 165 milhões na economia de Manaus. Os números apresentados nesta terça-feira (8) pelo prefeito Renato Junior dão uma nova dimensão ao festival, que agora mira 2027 com a intenção de ampliar sua projeção nacional e aumentar a participação da iniciativa privada no financiamento.

Somente na segunda-feira (7), 260 mil pessoas passaram pelo circuito montado no Centro Histórico. Segundo a prefeitura, foi o maior público registrado em um único dia desde a criação do evento.

Embora os grandes shows tenham terminado, o Sou Manaus ainda não acabou. A programação cultural continua até domingo (13), com teatro, dança, circo, exposições, cinema, saraus e outras atividades distribuídas por diferentes espaços da cidade.

Próximo salto

Com o crescimento de público, a prefeitura já começa a desenhar a edição de 2027. Renato Junior afirmou que marcas nacionais procuraram o município interessadas nas próximas edições, movimento que pode abrir espaço para uma participação maior de patrocinadores privados.

A estratégia anunciada é aumentar o número de atrações nacionais sem reduzir o espaço dos artistas amazonenses e, ao mesmo tempo, diminuir progressivamente a dependência do orçamento municipal.

“Nós queremos mais artistas nacionais e locais contemplados e queremos, a cada ano que passa, buscar patrocínio para que possamos usar ainda menos recursos públicos para o festival. O ‘Sou Manaus’ não é gasto. Pelo contrário, o ‘Sou Manaus’ é investimento”, afirmou Renato Junior.

A edição de 2026 utilizou R$ 15 milhões em recursos públicos, R$ 10 milhões abaixo dos R$ 25 milhões inicialmente previstos. Segundo o prefeito, a diferença permitiu encaminhar à Câmara Municipal de Manaus uma proposta para direcionar os recursos economizados a ações de assistência às famílias afetadas pela estiagem.

R$ 165 milhões

O balanço econômico ajuda a explicar por que a gestão municipal pretende ampliar o festival.

A estimativa apresentada aponta que o Sou Manaus tenha movimentado R$ 165 milhões em atividades relacionadas ao comércio, bares, restaurantes, transporte por aplicativo, táxis, serviços e economia criativa.

O evento também teria mobilizado mais de 18 mil postos de trabalho diretos e indiretos. Desse universo, cerca de 4 mil trabalhadores são ligados ao setor cultural, enquanto 4,8 mil artistas participaram da programação.

Os números colocam o festival não apenas como evento cultural, mas como uma atividade de forte impacto temporário sobre a economia do Centro e sobre diferentes cadeias de serviços da capital.

Contrapartida social

Outra frente do balanço foi a arrecadação de alimentos. A troca necessária para a retirada das pulseiras de acesso resultou em 80 toneladas de alimentos não perecíveis, que serão destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade, incluindo as atingidas pela seca.

Renato Junior associou essa contrapartida à proposta de democratização do acesso aos grandes espetáculos.

“Isso é justiça social: permitir que o filho da periferia, que mora no ramal, possa ter acesso a um festival com padrão internacional, mas que respeita a nossa origem local”, declarou.

O prefeito também agradeceu aos servidores que trabalharam durante os dias de maior movimentação. A operação de limpeza, por exemplo, mobilizou cerca de 320 trabalhadores, que também receberam pulseiras para poder participar do festival com suas famílias.

“Enquanto a população se divertia, todo o time da Prefeitura de Manaus estava aqui. Os garis que receberam a pulseira para estar aqui também com suas famílias. Isso é valorizar gente que trabalha”, afirmou.

Festival continua

O diretor-presidente da Manauscult, Márcio Braz, ressaltou que o encerramento dos grandes shows não representa o fim do Sou Manaus.

Até domingo, a agenda segue em espaços como a Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, Teatro ICBEU, Centro de Arqueologia de Manaus (CAM), Museu da Cidade e Centro Cultural Oscar Ramos.

A programação inclui atividades infantis, teatro, cinema, exposições e saraus.

Depois de uma edição marcada pelo crescimento do público, o desafio anunciado para 2027 será outro: converter a dimensão alcançada em capacidade de atrair investimento privado e projetar nacionalmente um festival que nasceu no Centro Histórico de Manaus, sem perder espaço para a produção cultural amazonense.

Fotos – Divulgação/Semcom

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