Titular de Secom rechaça acusação de tráfico de influência na Susam e nega que o marido seja sócio de empresa investigada

Daniela Assayag, secretária de Estado da Comunicação disse que está disposição da CPI da Saúde para esclarecimentos e que autorizará quebra de sigilo telefônico e bancário, dela e do marido

A jornalista Daniela Assayag, titular da Secretaria de estado da Comunicação (Secom), afirmou nesta quarta-feira (1/7), durante entrevista coletiva,  que nunca participou de qualquer reunião na sede da Secretaria de Estado da Saúde (Susam) ou em qualquer outro lugar, para tratar sobre compra de respiradores ou outro equipamento hospitalar, para as unidades de saúde estaduais, como foi noticiado por membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, da Assembleia Legislativa do Amazonas.

De acordo com Daniela Assayag, as vezes em que participou de reuniões com gestores do setor de saúde do governo, foi para tratar sobre ações de enfretamento a Covid-19, na condição de gestora da comunicação do governo, e integrante do comitê gestor da crise provocada pela pandemia,  mas, jamais para tratar sobre compra de equipamentos, produtos ou medicamentos para rede estadual de saúde.

“Essa é uma informação mentirosa, difamatória, com interesses meramente políticos.  Não fiz, não faço, nunca farei, compactuei ou soube de qualquer ilícito feito dentro deste governo. Atribuo o uso indevido da minha imagem, única e exclusivamente para atingir o governo porque sabem da minha história, de idoneidade, de honestidade, de trabalho ao longo dos meus 25 anos de carreira profissional”, disse a titular da Secom.

Daniela Assayag também negou que o marido dela, o médico otorrino, Luiz Carlos Avelino Júnior seja dono ou sócio da empresa Sonoar Equipamentos, investigada pela polícia federal na operação Sangria, por ter vendido respiradores para o governo do estado com preço superfaturado.

A secretária explicou que o marido dela, de fato chegou a se interessar em adquirir cotas da empresa, que ele chegou inclusive a assinar um contrato de intenção de compra e venda, mas que desistiu do negócio, tão logo surgiu a polemica em torno da compra dos respiradores, na qual empresa estava envolvida.

A titular da Secom entregou cópias do acordo de intenção de compra e venda, assinado em 12 de dezembro de 2019, pelo marido dela e as duas sócias da empresa, e também, do instrumento de distrato (anulação) do contrato, ocorrido em maio.

Daniela Assayag disse que está à disposição da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa para prestar esclarecimentos e admitiu autorizar a quebra do sigilo bancário dela, e de igual modo o marido, para comprovar que não recebeu qualquer tipo de vantagem econômica ou financeira decorrente do processo de compra dos respiradores, que é objeto de investigação por parte do Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Contratos de publicidade

Questionada sobre supostas irregularidades na realização de campanhas publicitárias realizadas pela Secom, Daniela Assayag esclareceu que agiu conforme o planejamento de trabalho elaborado de forma preventiva, levando em conta a necessidade de massificar informações junto a população sobre prevenção e contagio da Covid-19.

A secretária explicou ainda que agiu com o máximo de transparência e dentro da legalidade, tanto assim, que o planejamento e cronograma elaborados por ele, foram aprovados pela unanimidade da Corte de Contas do Estado.

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