Índia libera exportação da vacina de Oxford para o Brasil, diz agência

País vinha segurando remessa porque seu programa nacional de imunização ainda não havia começado

O Brasil deve receber vacinas exportadas da Índia após liberação do governo indiano das exportações comerciais das vacinas de que estão sendo fabricadas no Instituto Serum. As primeiras remessas devem ser enviadas para Brasil e Marrocos nesta sexta-feira (23/01), de acordo com o chanceler do país asiático à agência Reuters. A quantidade de doses a ser enviada não foi informada

De acordo com o consulado em São Paulo, um avião do Instituto Serum partirá na sexta e deve chegar ao aeroporto de Garulhos no sábado (22/01) e de lá será enviado para Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, para ser etiquetado e armazenado.

O ministério da Saúde ainda não se pronunciou a cerca da liberação de exportação. A vacina fabricada na Índia é a desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Oxoford-AstraZeneca

A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca é o principal imunizante do programa de vacinação do governo federal brasileiro.

Assim como a Sinovac, a vacina de Oxford-Astrazeneca também necessita de armazenamento frio, entre 2ºC e 8ºC, mas ela funciona por meio do vírus modificado geneticamente – tecnicamente chamado vetor viral – e a eficácia global ficou em 70,4%, com base em estudos feitos em adultos com menos de 55 anos e em três países: Brasil, Reino Unido e África do Sul. Também serão necessárias duas doses para a imunização ter efeito, com intervalo de até três meses – ou 12 semanas – entre elas.

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