Suframa aprova R$ 1,17 bilhão em investimentos e projeta 2,8 mil empregos no Amazonas
Reunião do CAS com Geraldo Alckmin reforça força da Zona Franca e sinaliza expansão industrial em 2026
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) aprovou, nesta segunda-feira (30), um pacote robusto de investimentos para o Amazonas, consolidando o ritmo de expansão do Polo Industrial de Manaus (PIM). Ao todo, 83 projetos industriais e de serviços foram validados durante a 322ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), somando R$ 1,17 bilhão em aportes.
A expectativa é de um impacto direto na economia regional, com faturamento estimado em R$ 7,29 bilhões e potencial de geração de 2.880 novos postos de trabalho nos próximos três anos.
A reunião marcou a primeira agenda do CAS em 2026 e foi presidida pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em Manaus.
Durante a abertura, o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, destacou o momento estratégico vivido pela Zona Franca de Manaus, especialmente após as definições da reforma tributária.

Segundo ele, o modelo segue competitivo e sustentado por resultados concretos. O Polo Industrial registrou, em 2025, números recordes tanto em faturamento quanto na geração de empregos, reforçando sua relevância para a economia nacional.
O reconhecimento institucional também marcou o encontro. Montenegro entregou uma homenagem a Alckmin pelo apoio ao modelo, em um gesto que simboliza a articulação entre o governo federal e a política de desenvolvimento regional.

Agenda internacional e exportações
Em sua fala, Geraldo Alckmin ressaltou o desempenho das exportações brasileiras, que alcançaram patamar recorde mesmo diante de restrições comerciais externas.
O ministro também destacou avanços recentes na inserção internacional do Brasil, como o acordo entre Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, além do tratado firmado entre Mercosul e União Europeia, em janeiro de 2026.

Os acordos ampliam mercados e reduzem barreiras tarifárias, criando um ambiente mais favorável para a indústria instalada no País — incluindo o Polo Industrial de Manaus.
“Essa é a última vez que presido uma reunião do CAS. É sempre uma alegria participar e fortalecer essa parceria com a Suframa”, afirmou.
Infraestrutura energética
Além da aprovação dos projetos industriais, o Conselho avançou em um ponto considerado estratégico para a expansão do PIM: a infraestrutura energética.
Foi autorizada a concessão de um terreno no Distrito Industrial I para a Amazonas Energia, com mais de 23 mil metros quadrados, destinado à ampliação da capacidade de fornecimento elétrico.
A medida busca reduzir oscilações no abastecimento e garantir suporte à crescente demanda industrial — um gargalo histórico que impacta diretamente a competitividade do modelo.
Alinhamento
A reunião contou ainda com a presença do vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, além de representantes de Roraima, Rondônia e entidades industriais.
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Jorge Nascimento Júnior, destacou o papel técnico da Suframa e de seus servidores na sustentação do modelo.
O alinhamento entre governos e setor produtivo foi um dos pontos centrais do encontro, em um momento em que o Amazonas busca ampliar sua participação no cenário industrial nacional.
Modernização e atração de investimentos
Encerrando a reunião, o superintendente Leopoldo Montenegro sinalizou as prioridades de sua gestão à frente da Autarquia.
Entre os principais eixos estão a modernização dos sistemas internos, a atração de novos negócios, o avanço nas questões fundiárias e o acompanhamento da reforma tributária.
“Sou o superintendente mais jovem da história a assumir essa missão, com a responsabilidade de ampliar ainda mais os resultados positivos da Zona Franca de Manaus”, afirmou.
A atualização do Plano Diretor de Manaus também aparece como prioridade, especialmente para viabilizar a instalação de novas indústrias e sustentar o crescimento do Polo.
Sinalização de crescimento sustentado
Mais do que números expressivos, a reunião do CAS reforça uma sinalização clara: o modelo Zona Franca segue ativo, competitivo e inserido em uma estratégia mais ampla de desenvolvimento industrial.
Em um cenário global de disputas comerciais e reconfiguração de cadeias produtivas, o Amazonas tenta consolidar seu espaço como polo estratégico da indústria brasileira.
Fotos: Fotos: Cadu Gomes/VPR e colaboração de Ester Carvalho/Suframa


