DESTAQUETRANSPARÊNCIA

TCE-AM multa gestora e aponta falhas na transparência do Fundo de Educação de Humaitá

Contas de 2024 foram aprovadas com ressalvas após atraso de balancetes e inconsistências contábeis

O Tribunal de Contas do Amazonas aplicou multa de R$ 7 mil à secretária municipal de Educação de Humaitá, Arnaldina do Socorro Chagas, após identificar irregularidades na prestação de contas do Fundo Municipal de Educação referente ao exercício de 2024.

A decisão foi tomada durante a 11ª Sessão Ordinária do Tribunal Pleno, realizada na manhã desta quarta-feira (22). Apesar das falhas apontadas, as contas foram consideradas regulares com ressalvas, o que indica a existência de inconsistências sem comprovação de dano direto ao erário.

A análise técnica destacou problemas como atraso no envio de balancetes mensais, inconsistências contábeis e falhas na transparência das informações públicas — pontos considerados sensíveis para o controle e acompanhamento da gestão de recursos públicos.

Falhas apontadas

De acordo com o relator do processo, o conselheiro Érico Desterro, os balancetes referentes a 2024 foram enviados fora do prazo legal, o que compromete o monitoramento em tempo real das contas públicas.

Outro ponto crítico foi a ausência de comprovação adequada da transparência ativa. Segundo o tribunal, não houve evidências suficientes de que as informações estavam disponíveis de forma completa e acessível à população, o que fere dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Acesso à Informação.

Inconsistências contábeis

A equipe técnica também identificou inconsistências relevantes nos registros contábeis, incluindo um saldo de R$ 15,7 milhões lançado na conta “Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados” sem detalhamento adequado.

Diante disso, o tribunal determinou que a gestão municipal regularize os registros e apresente a comprovação individualizada da origem dos valores, como forma de evitar riscos ao erário e garantir maior confiabilidade das informações.

Medidas corretivas

Além da multa, o TCE-AM determinou uma série de providências à gestão municipal, entre elas a melhoria dos mecanismos de controle interno, ajustes nos registros contábeis e adequação das práticas de transparência pública.

A decisão ainda cabe recurso por parte da gestora.

Próxima sessão

Durante a sessão, a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, convocou a próxima reunião do Tribunal Pleno para o dia 29 de abril, a partir das 10h.

Foto: Joel Arthus
DICOM TCE-AM

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