Chibatão confirma píer flutuante em Itacoatiara e reforça resposta logística no Amazonas
Estrutura já testada entra como plano estratégico para garantir abastecimento e reduzir impactos de crises na navegação
O Grupo Chibatão confirmou a mobilização de um píer flutuante para o município de Itacoatiara, consolidando a estrutura como parte de sua estratégia logística para o estado. A medida busca reforçar a capacidade de resposta do sistema de transporte de cargas na região, especialmente diante de cenários críticos como períodos de seca e restrições de navegabilidade.
A decisão retoma uma solução já testada com sucesso em 2024, quando o píer flutuante foi implantado no município como alternativa para manter o fluxo de mercadorias. À época, a operação permitiu a realização de transbordo e baldeação de cargas, garantindo o abastecimento de Manaus e reduzindo impactos sobre o Polo Industrial.
Resposta testada
Durante a operação anterior, a estrutura instalada em Itacoatiara movimentou mais de 14 mil contêineres em pouco mais de 50 dias, distribuídos em 15 operações logísticas. O desempenho foi considerado decisivo para evitar prejuízos à economia amazonense e assegurar a continuidade das cadeias de suprimento.
A experiência consolidou o modelo como uma solução adaptada à realidade da Amazônia, onde as variações no nível dos rios exigem flexibilidade operacional e planejamento logístico diferenciado.
Segundo o diretor executivo do grupo, Jhony Fidelis, a iniciativa reflete o compromisso da empresa com a estabilidade do sistema logístico regional.
“Nosso compromisso é manter a logística do Amazonas funcionando com responsabilidade, planejamento e capacidade de resposta, garantindo o abastecimento e apoiando a indústria e o comércio”, afirmou.

Integração institucional
A operação do píer flutuante em 2024 contou com a articulação de diversos órgãos e entidades, incluindo Receita Federal do Brasil, Marinha do Brasil, Superintendência da Zona Franca de Manaus, Agência Nacional de Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, além de instituições estaduais e representantes do setor produtivo.
Essa integração foi determinante para viabilizar a operação em tempo reduzido, transformando o píer em uma alternativa concreta para a manutenção da logística no estado.
Logística amazônica
Mais do que uma resposta emergencial, o projeto passa a ser tratado como ferramenta estratégica para o Amazonas. A estrutura flutuante permite maior adaptabilidade às condições dos rios, garantindo continuidade operacional mesmo em cenários adversos.
A iniciativa reforça o papel de Itacoatiara como ponto logístico relevante na dinâmica de transporte de cargas no estado, funcionando como alternativa para escoamento e recepção de mercadorias.
Continuidade operacional
Com a experiência acumulada e a estrutura pronta para operação, o Grupo Chibatão indica que o píer flutuante passa a integrar seu planejamento logístico permanente, ampliando a capacidade de resposta a eventuais crises.
A medida também sinaliza um movimento mais amplo de adaptação da logística regional às condições ambientais da Amazônia, com foco em resiliência, eficiência e segurança no abastecimento.
Fotos: Divulgação


