CULTURAELEIÇÕES 2026

Omar propõe crédito e fomento para fortalecer cultura no Amazonas

Plano prevê linhas de financiamento para a economia criativa, novos mecanismos de incentivo e ampliação das políticas culturais no interior

Transformar a produção cultural em uma frente também de geração de emprego e renda está entre as propostas apresentadas pelo candidato ao Governo do Amazonas Omar Aziz (PSD) para o setor. O plano de governo prevê ampliar o fomento, criar linhas de crédito específicas para a economia criativa e descentralizar os investimentos culturais para além de Manaus.

A proposta parte da avaliação de que artistas, produtores e empreendedores do setor enfrentam dificuldades de acesso ao financiamento, especialmente em atividades marcadas pela sazonalidade, informalidade e menor capacidade de oferecer garantias às instituições financeiras.

Nesse cenário, o programa apresentado por Omar propõe diferenciar os mecanismos de apoio. Projetos culturais sem retorno financeiro direto permaneceriam vinculados a modalidades de fomento não reembolsáveis, enquanto atividades com capacidade de geração de receita poderiam acessar linhas específicas de crédito.

Entre os segmentos que poderiam ser alcançados estão produtoras de audiovisual, editoras, estúdios, empresas de eventos, escolas de música, desenvolvedores de games e outros negócios ligados à chamada economia criativa.

Crédito cultural

Uma das propostas é utilizar estruturas financeiras já existentes no Estado para oferecer crédito direcionado aos empreendedores culturais.

Os recursos poderiam atender necessidades como capital de giro para eventos e produções, compra e modernização de equipamentos, estruturação de estúdios e expansão de pequenos negócios.

A ampliação do crédito também aparece em outras áreas do plano econômico apresentado pelo candidato. Ao longo da campanha, Omar vem defendendo maior acesso a financiamento para micro e pequenos empreendedores como instrumento de estímulo à atividade econômica.

O plano também prevê um Programa de Fomento às Indústrias Criativas, com editais direcionados a áreas como audiovisual, música, design, games, moda e artes visuais.

A proposta inclui ainda a criação de laboratórios de produção, incubadoras e hubs culturais e digitais para apoiar novos projetos e empreendimentos do setor.

Economia criativa

No Plano Estratégico de Desenvolvimento apresentado pela candidatura, a cultura aparece associada à geração de oportunidades econômicas e ao fortalecimento da identidade amazonense. O documento defende maior direcionamento de recursos para iniciativas relacionadas à economia criativa.

“Quando bem utilizadas, as leis de incentivo criam um círculo virtuoso: estimulam o mercado, fortalecem a produção cultural e ampliam o acesso da sociedade aos bens e serviços culturais”, afirma Omar no plano de governo.

A estratégia busca combinar recursos públicos tradicionais de incentivo com mecanismos voltados a atividades culturais que também funcionam como negócios e cadeias produtivas.

Cultura no interior

Outro eixo é a descentralização das políticas culturais. A proposta prevê ampliar a presença dos programas estaduais nos municípios do interior, com criação de polos regionais, formação artística, circulação de produções e editais com metas específicas para diferentes regiões do Amazonas.

Também estão previstos apoio técnico aos municípios e fortalecimento de conselhos e fundos municipais de cultura.

“A interiorização reafirma o compromisso do Estado com uma política cultural inclusiva, descentralizada e orientada a resultados, na qual os municípios do interior deixam de ocupar posição periférica e passam a ser reconhecidos como protagonistas”, diz o documento apresentado pela candidatura.

A descentralização do financiamento cultural já aparece como um dos desafios das políticas públicas do setor no Amazonas. Em 2026, por exemplo, editais ligados à Política Nacional Aldir Blanc incluíram iniciativas voltadas à circulação de projetos e ao fortalecimento de territórios criativos em diferentes regiões do estado.

Além da economia criativa, o plano apresentado por Omar reúne propostas para música, audiovisual, dança, artes visuais, museus, patrimônio e manifestações da cultura popular, combinando financiamento, formação profissional e ampliação do acesso às atividades culturais.

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